Arrependo-me. Arrependo-me tanto de, mais uma vez, ter deixado rolar, não ter corrido atrás… não ter dito tudo o que sentia, de te ter deixado pensar que não gostava (tanto de ti). Sentimento mútuo mas oprimido porquê?! Porquê que deixamos que tudo parecesse difícil quando no fundo, só nós complicamos tudo?!
Quando me dizias que eu não estava feliz, juro que estava. Preferia aquela “infelicidade” a esta “felicidade” desencontrada, preferia as discussões a este silêncio a este desinteresse tão incomodativo, tão barulhento!
Dizem que o excesso de confiança também acaba por poder ser um entrave. Tinha muitos, daqueles sonhos acordada, e pensava que podiam passar de sonhos a realidade, mas a minha confiança e a minha inércia atraiçoaram-me. Agora que me arrependo, percebo que já não estou a tempo de mudar nada… que o que sempre esteve no poder das minha mãos, agora está apenas fora do meu alcance. Num espaço onde já não posso nem sou permitida a chegar.
Que estupidez!! Que estupidez tão grande deixar os nossos interesses, os nossos verdadeiros interesses, simplesmente “ali” na nossa mente.
Agora? Agora quero e estou disposta e não tenho.
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