domingo, 11 de setembro de 2011

Realmente estava a ser “fácil” demais!
A verdade é que não te consigo esquecer, nem que deixes de ser tão especial como continuas a ser.
Parece que o tempo está a ter o sentido errado, deu a volta, o tempo não tem ajudado e cada dia que passa sinto que o sentimento não desvanece, como seria normal acontecer. Afinal algo está errado com o “quem não aparece esquece” ou o “só faz falta quem cá está”.
Sempre soube bem, qual o teu significado, qual a tua importância, só não conhecia tão bem o meu sentimento ou pelo menos não me conheci assim!
Fez-me mal, acho que só me fez mal, a conversa, longa conversa, que tivemos! Reavivou tudo em mim… Foi tão genuína e tão transparente como nunca tivéramos; fez-me pensar, recordar, sonhar, viver, fez-me bem, tão bem… Mas ao mesmo tempo, fez-me tão mal - uma dualidade incrível dentro da minha mente.
Naquela simples conversa, de amigos, foste tão transparente comigo! Foi isso que me fez ter algumas certezas, vi-te de outra forma - deste-me a conhecer as tuas fraquezas, os teus erros, os teus arrependimentos… Estavas desencontrado e perdido em toda a tua existência e isso mexeu muito comigo. Não te sabia assim. Estás diferente, escassos meses, mudaram-te e mesmo sendo arrastado por essa mudança involuntária e irreflectida, mudas-te. Mas a tua essência, essa sim, continua a mesma. E é essa essência que me seduz; que sempre me seduziu!
Mas não posso, não posso continuar assim. Eu e tu, não somos nós. E eu sei que tenho que seguir, sei que tenho que tenho que caminhar no caminho que não tracei, mas tenho que caminhar. Só que… Só que não está a ser nada fácil. Caminho todos os dias, mas não consigo desvanecer as imagens que tenho comigo.

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